O estudante de medicina Lucas Antonio da Costa, 28 anos, se mudou este mês de Niterói para Ribeirão para concluir a graduação. Ele escolheu um apartamento de um dormitório no bairro Vila Ana Maria para ser sua nova casa.

E assim como ele, milhares de estudantes que são de outras cidades vão aquecer o mercado de locação de imóveis até março.

Segundo levantamento feito pela Piramid Imóveis, esse movimento deve ser entre 10% a 15% maior neste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

E oportunidade não falta. Antonio Marcos de Melo, delegado sub-regional do Conselho de Corretores de Imóveis (Creci-SP) em Ribeirão diz que são aproximadamente 4,5 mil imóveis para venda ou locação na cidade. “Aqueles que têm paciência de pesquisar, conseguirão fazer um bom negócio.”

Para encontrar o imóvel ideal, Lucas fez muitas pesquisas e negociou o preço do aluguel. Ele conseguiu um desconto de quase 20%. “Barganhei e consegui. O aluguel passou de R$ 850 para R$ 700, a diferença é maior do que o valor do condomínio.”

Região central é uma das mais procuradas

De janeiro a março o mercado de imóveis em Ribeirão é aquecido pela locação para estudantes. Segundo estudo da Piramid Imóveis, em 2015 espera-se uma alta de até 15% com relação ao ano passado.

“Grandes vestibulares nacionais e locais divulgam suas listas de segunda e terceira chamadas nessa época, o que também mantém em expansão os negócios fechados com universitários”, explica o diretor de locação da empresa, Maurício Moreira.

A região Central da cidade, pelo fácil acesso e ampla rede de serviços, continua como uma das áreas mais procuradas. “Mas, hoje, muitos estudantes preferem imóveis ao redor das universidades”, diz o delegado do Creci Antonio Marcos de Melo.

Os apartamentos com um ou dois quartos figuram como moradia preferida dos estudantes, seguidos por casas com três ou quatro dormitórios, quando a ideia é montar uma ‘república’. “É necessário observar, nesse cso, se a preferência é ficar mais próximo da instituição de ensino, o que facilita a locomoção, ou de regiões com lazer, serviços e comércio – daí a importância da consultoria adequada do corretor, que pode indicar a melhor opção”, afirma.

Para Melo a principal orientação é que o estudante deve saber o que realmente procura e ficar atento quanto à acomodação e valor. “Daí a importância da pesquisa antes de fechar o contrato.”

Segundo ele, a oferta de imóveis é grande, assim como a procura. “Por isso, assim que encontrar um imóvel que goste, o estudante não deve demorar a fechar o negócio, pois há outros com o mesmo interesse”, ressalta.

Oferta em alta traz grandes vantagens

E alta oferta de imóveis significa vantagens para os inquilinos.

Segundo Antonio Carlos Basolli Maçonetto, diretor da imobiliária Maçonetto Empreendimentos, hoje, os proprietários sabem que dificilmente conseguirão alugar pelo valor que pedem. “E como eles não querem deixar o bem parado, o que significaria prejuízo para eles, aceitam negociação”, explica.

“Sempre digo que a qualidade do inquilino é mais importante do que o valor da locação”, reforça o delegado do Creci, Antonio Marcos de Melo.

Apartamentos de um dormitório variam, em média, de R$ 600 a R$ 1,2 mil, dependendo do bairro em que estão localizados. No Jardim Nova Aliança, por exemplo, o aluguel de um quarto varia de R$ 700 a R$ 1,2 mil. Enquanto que no Monte Alegre, próximo à USP, o valor é de R$ 600 a R$ 1 mil.

O estudante de medicina Lucas da Costa diz que para conseguir um bom contrato, o ideal é procurar uma imobiliária. “Ter uma empresa especializada intermediando o negócio dá a segurança que o inquilino precisa. Além disso, o estudante precisa pesquisar bastante e negociar o valor”, finaliza.

Fonte: jornalacidade.com.br